quarta-feira, 24 de agosto de 2016

PESSOAS MARCANTES! (AMABENI, ARABEL, JOAQUIM E OSVALDO)

Amabeni Gonçalves Queiroz, sua irmã Arabel,  morena, modelo. Arabel trabalhou por pouco tempo na ACA. Casou com estrangeiro e foi morar na Inglaterra) Joaquim Lima Rodrigues e Osvaldo Viana de Souza, todos fazem parte de minha história de vida, por razões diferentes.

Transcorria o ano de 1978 e entrava pela primeira vez no prédio de vez de três andares, com poucas lojas na parte inferior, para ser entrevistado pela Amabeni, grávida de seu primeiro filho, hoje com 38 anos. No dia seguinte teve o filho..No momento da entrevista, se sentia dores do parto, não deu para perceber. Depois da entrevista, com a barriga enorme, levou-me  pelo elevador também centenário, ao  segundo andar do prédio, onde  passou a ser minha sala de trabalho, nas  divulgações dos  das administrações dos empresários do comércio José Lopes da Silva e Alberto Souto Loureiro. Amabeni apresentou-me Joaquim, que seria meu auxiliar, uma espécie de off boy. Osvaldo seria  era um  faz tudo.  De tudo fazia um pouco.

Na Rua Guilherme Moreira, no centro de Manaus, estava com minha esposa Yara Queiroz, procurando a agência Manaus do Banco PAM. Como passava em frente ao centenário prédio de três andares da Associação Comercial do Amazonas-ACA, disse a minha esposa: “ trabalhei aqui por seis anos como assessor de imprensa” e decidi entrar. Yara parou para olhar uma das várias lojas em seu térreo. Eu veria  se, 38 anos depois, ainda encontrava antigos companheiros do passado  Logo na entrada, encontrei o Joaquim, com cabelos cor de prata, ao contrário de como costumava a vê-lo: jovem, vigoroso, atlético e prestativo, subindo e descendo as escadas para pedir alguma informação. Não existia interfone do segundo para o terceiro andar, onde despachava a Secretária Executiva da ACA Amabeni. Recebi um abraço forte do Joaquim. “Você ficou careca. Onde está seu vasto cabelo e sua barba?” perguntou-me. “Se rebelaram contra mim e me abandonaram”, respondi meio sem graça tentando um riso forçado dele. Ele também não riu como também não o faço há 16 anos por falta do meu lóbulo do humor. Hoje, apenas sorrio com o coração!

Não esperava encontra-los.  Osvaldo estava transportando garrafões de água pelo antigo e centenário elevador do prédio. Ele me cumprimentou. Como estava de camiseta e calção, decidi perguntar se a Amabeni continuava trabalhando na ACA.  Ela desceu com seus cabelos branco pela mesma escada pela qual tantas vezes alcançava o segundo andar para desenvolver o  trabalho de Assessoria de Comunicação Social, em substituição ao companheiro na época, do Jornal do Comércio,  Osny Araújo,. O jornalista que me antecedeu  fizera um bom trabalho e era só   dar continuidade a divulgação da centenária casa, nas administrações dos dois empresários do comércio com mandato de dois anos. Deixei minha função na ACA na gestão do empresário Carlos, diretor de uma empresa de aviação.

Trabalhei com os dois, na época em que o Governo ainda era militar. A ACA desenvolvia esforços e abraçou diversas lutas em favor da continuidade da atividade comercial no Amazonas que durante o Governo Fernando Collor de Melo sofreu um duro golpe com a abertura total do comércio de eletrônicos para o resto do Brasil. A Zona Franca entrou em crise e os empresários reagiram. Uma das lutas enfrentadas na época pela ACA ,junto com a Federação das Indústrias da Zona Franca de Manaus-Fieam, que liderava quase tudo  em defesa do modelo Zona Franca de Manaus, foi a de trazer turistas para Manaus, unindo companhias aéreas, empresários de hotéis e do comércio, cada um dando descontos para compensar a vinda de turistas.  O comércio estava perdendo a competitividade comercial que tivera antes.  O produto mais vendido e contrabandeado era o vídeo cassete para TV, uma revolução na época e diziam que traria prejuízos aos  vários cinemas de Manaus, todos pertencentes ao empresário Adriano Bernardino, que também era envolvido e patrocinava vários conjuntos musicais famosos no passado.

Depois, também encampou a luta em defesa da implantação da fábrica de cimento Poty, em Manaus e venceu!



segunda-feira, 22 de agosto de 2016

FIM DOS JOGOS OLÍMPICOS. COMEÇARÃO AS OLIMPIÁDAS DO BRASIL


No Rio de Janeiro, terminaram os jogos Olímpicos, com ou sem medalhas, todos foram vencedores.

Com ou sem problemas, o Brasil mostrou ao mundo que é capaz de promover grandes eventos, apesar de suas questões políticas internas. Aos que vaiavam e torceram o nariz contra a realização dos jogos, aos que criticaram os gastos e foram contra a promoção do evento, meus aplausos. Os jogos olímpicos não conseguiram esconder ou apagar todas as mazelas sociais do país enfrentava e as continuará enfrentando.

Com as almas e lavadas e os peitos pesados de medalhas conquistadas honestamente, o Brasil dará início o JOGO DE XADREZ DAS OLIMPÍADAS DA VIDA POLÍTICA NACIONAL, nem sempre muito honestas em seu todo.  Com a realização das Propagandas de candidatos rumo às prefeituras e câmaras municipais de todo o país,  coligações  estranhas e sem qualquer ideologia programática ou programática, começam a se formar, além  tudo de “alianças impostas de cima para baixo, restaurando  aos eleitores confirmar ou não esses blocos que buscam unicamente o poder a qualquer custo.

No início das Olimpíadas, baixei um decreto de recesso olímpico e o cumpri integralmente como vem fazendo o deputado federal e ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que vem recorrendo contra a votação pela perda de seu mandato.,  Meus dedos ficarem irritados comigo e pedindo para que não o cumprisse ou recorresse contra minha própria decisão, não fazem como  políticos que se deixam corromper facilmente  para ganhar dinheiro à custa dos outros. Não ganho dinheiro escrevendo e nem quero ser político, com todo respeito aos poucos que ainda são honestos na vida pública e visam sempre o ideal coletivo e não individual.. Enfim, eu me venci à tentação de escrever como um louco.

Mas vamos ao que importa. A Olímpiada no Rio de Janeiro acabou. Se vai deixar legado ou não na área do esporte, não sei dizer. Mas deixará um legado de persistência a todos os que lutaram, treinaram e competiram pelo orgulho e prazer em ganhar uma medalha de ouro, prata ou bronze, não importa. O importante foi a lição deixada: só vence quem persevera na vida, abre mão de sua vida participar e troca tenacidade e sacrifício pela ociosidade e falta de objetivo na vida!  A todos saíram do anonimato à gloria, miséria à herói nacional, dos projetos sociais direto para o poio olímpico, meus sinceros parabéns.

Mesmo política partidária não se misturando com esporte, deu para ver em um dos jogos de vôlei da seleção brasileira, um cartaz solitário de “fora Temer” no meio da multidão que aplaudia o esforço dos atletas. Será que a consciência da pessoa que portava o solitário cartaz  era tanta que foi ao evento só para mostrar essa sua revolta solidária? Ou seria apenas uma pessoa se aproveitando de um momento para mostrar seu protesto isolado. Pode também não ser nada disso ou pode ser tudo isso, não sei!

Como eu disse, as Olimpíadas do Rio de Janeiro foram encerradas, mas  começarão, agora,  as competições pelas OLIMPIÁDAS PELO PODER POLÍTICO NO BRASIL real, com eleição de prefeitos e vereadores das capitais e dos municípios!


E seja o que Deus!  Nas olímpiádas dos choros e medalhas de felicidade pela boa ou de frustração pela péssima escolha que os eleitores farão em outubro, estão começando!

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

A ROSA, O TEMPO E A VIDA...! (reescrita, repontuada e reposicionada no blog para Yara Marilia, nos 15 anos de casados, em 2 de agosto de 2012)


quinta-feira, 2 de agosto de 20 
A rosa, o tempo e a vida se fundem em uma coisa só!

Mas o tempo faz brotar o perfume da rosa, lentamente, arrancado de suas pétalas. Os espinhos e transformando-a em coisa indefinida, indefesa e triste  diante da implacável rotina de um casal. Mesmo assim, ainda prefiro sentir o perfume da rosa em vida, depositadas sob meu corpo, em cima de meu caixão do que depois de morto inerte,que o tempo destruirá também!

Nos quinze anos de vida em comum, o cristal foi se quebrando aos poucos. Remendamos com as esperanças que nos restaram, mas a cola está sendo fraca.  De vez em quando um novo pedaço se esvai...pelas inquietudes de nossos temperamentos fortes, as desconfianças que restaram de um passado que não se repete mais!

Embora o cristal esteja com fissuras e, a rosa com seu corte penso que ainda exala um perfume. Também, os erros do passado embora sejam sempre ingratos e nos perseguindo pelo resto da vida, ainda me resta esperança...Mas, hoje não há espaço para tristeza. Alegrias ainda nos sobram, como quando  a reencontrei dentro de um vestido amarelo, na cantina da Faculdade, cursando biblioteconomia. Logo a perdi para o seu Curso de Direito! Deixei de vê-la no lanche, onde sempre nos encontrávamos.

Não era um desconhecido para você. Nem você era para mim. Conversamos rapidamente: você tinha que voltar para o seu curso de biblioteconomia e eu para a sala do curso de serviço social. Estávamos diferentes, mas continuávamos os mesmos. As pedras que enfrentamos na vida nos produziram dores e nos fizeram sofrer pelos caminhos que trilhamos...Mas resistimos e nos reencontramos.

Decidimos nos casar. No início, tudo foi maravilhoso! Depois, começaram a aparecer os defeitos e as provações.  Cometemos pequenos deslizes (mais meus do que de você), superados pela força do amor. Restou-nos, ao final, um amor forte e verdadeiro, às vezes, fragilizado, porém. Unimos novamente nossos cacos, reconstruímos nossos pedaços e formamos novo vaso de cristal. Seguimos em frente e hoje completamos 15 anos de casados.

Eu errei; você errou, mas o perfume da rosa continuou expelindo sobre nós o perfume da gratidão, do perdão e um sentimento mais forte, surgiu: o amor puro e verdadeiro, perfumado pela rosa e pelo tempo!  Não foi fácil vivermos quinze anos juntos, mas sabíamos que seria difícil a convivência por todo esse tempo, como está sendo...mas pelo menos estamos recebendo o perfume das flores que nos restaram e não das dores que semeamos pelos nossos caminhos.


Construídos pelo amor, mesmo regado pelo ciúme e alimentado pela esperança. 

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

"DE VOLTA PARA MEU ACONCHEGO": VARRE-VENTO!


Como diz a composição da letra da musica, de Elba Ramalho, também decidi voltar à comunidade do Varre-Vento que me viu menino olhando para um mundo estranho e tentando descobrir  o que  significaria para mim mais tarde. Enquanto esperava esse mundo que não vinha,  observava “Cidades Flutuantes” - como passei a chamar os navios da Enasa, Augusto Motenegro e Lauro Sodré, - iluminando os meus olhos, piracemas descendo, pescando pela janela da casa do meu rio Armando Costa,   a mãe caniçando sardinha e pacu e outros peixes no mar-mar que continua invadindo e roubando terras desbarrancadas,  destruindo casas....Para rever esse cenário de minha infância até meus 8 anos,  depositei os hoje, meus 56 anos de idade dentro de uma lancha, entupido de remédios  e zarpei às 10h30mim da manhã do porto de Itacoatiara. Foi uma volta inesquecível ao meu passado!

Seguia para “meu aconchego”, com o presidente  JUMAM – JUNTA DE CONCILICIAÇÃO E ARBITRAGEM DO AMAZONAS,  empresário itacoatiarense, Jeovan Barbosa, - e um dos primeiros a implantar uma indústria no início da Zona Franca – essa volta às origens interioranas, embora tenha nascido em Manaus.  Também estava acompanhado pelo leitor e amigo,  Dr. Alberto Valério, graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense no RJ e doutorado em Sociologia do Desenvolvimento  pela Universidade de Studgard, na Alemanha e proprietário da empresa de consultoria empresarial “Samaúma”. Depois de 2 horas e meio dentro de uma lancha de 40 hp, desembarquei eu e o Jeovan Barbosa em terra firma para conversar com alguém, na comunidade que tanto desejava rever. Sem conhecer-me, entrei logo na casa de um COSTA, mas não sei se venha a ser meu parente: Pedro Costa.

Durante a ida, registrava com meu celular sinais de alagações em árvores que resistiram ao chamamento do rio-,ma,, em casas, imensos troncos de árvores  tombados  como suas raízes expostas  parecendo um pedido de socorro aos homens, muito mato descendo e a continuidade do desbarrancamento de tudo - um fenômeno natural produzido pelas águas sempre impiedosas e igual como já vira no passado. Durante um desses momentos de contemplação, o Dr. Alberto Valério pergunta: “Alguém saberia me dizer quem é o maior ladrão de terras do Amazonas? Jeovan Barbosa que ia ao lado do piloto e eu respondemos “não”. O autor da pergunta respondeu: “É esse rio que rouba nossas terras e as deposita no Golfo do México,  assoreando-o”.  

Comendo bolachas e sentindo o vento feliz de minha volta batendo em meu rosto, o Rio Ladrão de Terras recebeu de presente o chapéu que voou da cabeça do Dr. Alberto Valério e ele permitiu. Paramos em uma casa ao lado de uma Igreja e desembarcamos. Fomos conversar. A casa de Pedro Costa já possui  luz elétrica, parabólica, vindas do município do Careiro da Várzea,  um pouco mais distante. Ele nos ofereceu água, contou que a casa dele alagara na última enchente e que o “Rancho Grande”  de propriedade do coronel de barranco Valdomiro Lustosa, ficava mais  uma meia hora depois. Decidimos voltar, revendo as mesmas coisas da ida – não tinha mais bateria e nem sinal no meu celular - e, de repente, um boto cor de rosa pulou da água como se despedindo de nós!


Durante a ida e na volta, observei grandes navios carregados de madeira em toras, containers, cheios de britas retiradas do leito da água doce do rio, cobiçado pelo mundo e desconhecido pelos amazônidas! Na ida e na volta, em uma comunidade maior, registrei a construção de uma ponte de ferro para permitir a passagem pedestre e constarei que, 48 anos depois, pouca coisa mudara. Mas, quem sabe um dia visite o Golfo do México e lá reencontre pelo menos os restos mortais dos pés de cacau e as folhas da plantação  de tabaco para consumo próprio em do meu avô, ou, quem sabe,  até pedaços da sepultura da minha irmã Ivete Costa, falecida em tenra idade de uma febre e enterrada em caixão simples no quintal da casa pelo pai Paulo Costa..  Foi uma viagem inesquecível ao lado dos amigos Jeovan Barbosa e do Dr. Alberto Valério. Matei a saudade e revivi a emoção porque estava “de volta ao meu aconchego/,trazendo uma mala bastante saudade...”,  como escreveu a cantora e compositora Elba Ramalho.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

O SILÊNCIO E A SAUDADE... (À Yara Queiroz, 2 de agosto/2016, pelos 19 anos de casados)

OBSERVAÇÃO:

Desde 2006, quando sofri empiema cerebral em sala de aula na Faculdade, perdi noção de tempo, data e outras coisas mais relacionados à números. Por isso, peço desculpas por ter grafado 18 anos de casados. Na verdade, em 2 de agosto, completamos 19 anos de casados.

Minha Yara Queiroz, além de esposa, também passou a ser minha memória temporal.
Peço desculpas aos leitores



O silêncio das horas de espera
Também fala, grita e se desespera!
Surge no meio do silêncio,  a saudade,
Conversa com os cabelos do pensamento.
Buscam  e olham para uma cama vazia!
Chora pelo coração
As magoas e os medos do passado,
Escorrem em forma de
Lágrimas de sangue e diamante dos anos vividos!
Molham o colchão.
Desejo que o diamante nunca quebre,
Contudo, a saudade e a solidão de ti,
 Cortam e doem muito!

 Criando um vazio dentro de mim!

quinta-feira, 28 de julho de 2016

"CIDADES FLUTUANTES" AH, QUE SAUDADES!


(Escrita e publicada em maio/2012 e reposicionada)


Singravam as águas do Rio que parece mais um mar, vindos do Estado do Pará, um dia um e outro dia o outro, os navios Augusto Montenegro e Lauro Sodré. Como se possuíssem relógio inglês, sempre passavam na madrugada, na comunidade de Varre-Vento. Nunca os avistávamos navegando juntos! Um dia era um outro; outra vez,  era o  outro. Iluminavam tanto que passei a chamá-los de “cidades flutuantes”, porque  conseguiam clarear toda a casa de madeira coberta de zinco e palha.

 Ah, que saudades tenho das duas “cidades flutuantes”, que causavam alegrias e que desespero quando avistadas ao longe!  

De tanto meu pai, acordar, na madrugada, para colocar a canoa a salvo das fortes ondas produzidas pelos dois navios, decidiu puxá-la para a terra todas as vezes que precisávamos usá-la, por pura necessidade, para  deslocamentos alguém da família à remo pelos rios. Assim, de madrugada, em torno de 3 horas da manhã, deixamos de acordar para puxar a canoa. Era apenas para  apreciar o suave deslizar dos navios embicando água para os lados, produzindo  fortes, terríveis e desesperadores banzeiros, que muitos caboclos aproveitavam para “pegar ondas”  em pequenas canoas indo para cima e para baixo, como se fosse um balé sem música!


Ah, como eram deliciosas e preocupantes a passagem dos dois navios da Enasa, lindos, grandes, maravilhosos e bastante iluminados. Na mente da criançada de Varre-Vento, que nunca tinha visto tantas luzes juntas em um mesmo local, eram apenas duas “cidades flutuantes andantes”, transportando pessoas com sonhos, alegrias e tristezas.

Como seriam possíveis tantas lâmpadas, dentro das “cidades flutuantes” de nossas imaginações, navegando suavemente pelo rio que parece mais um mar de água doce? Nunca tinha visto nada daquilo e ficava imaginando “como será que conseguem andar as lâmpadas, acompanhando os navios?” “Ou não acompanhavam? Estavam dentro dos navios?”

Eram perguntas que só comecei a entender as respostas depois que meu pai, anos depois, colocou luz elétrica em nossa casa, ocasião em que fiquei gostosos momentos acendendo e apagando uma lâmpada incandescente presa em um fio branco pendurado na sala, terminando em uma chave redonda branca com o plug que fazia “tec” quando acendia e “tec”  quando apagava. Fiquei brincando admirado, acendendo para ouvir o “tic-tac” e observar o filamento da lâmpada transparente acendendo e apagando.

Será que Thomas Alva Edison, inventor de 2.332  patentes,também chamado de  “O Feiticeiro” ou "Menlo Park” sentiu a mesma emoção que tive, quando acendeu o filamento de sua primeira lâmpada elétrica, pela primeira vez? 

- Para com isso, meu filho? Você parece um bobo acendendo e apagando essa lâmpada!! 

Era meu pai, me chamando à atenção porque eu acendia e apagava a lâmpada, sempre olhando para ela, ouvindo o gostoso som aos meus ouvidos do  “tic-tac”; tudo só para ver o filamento clareando e depois escurecendo o ambiente.

Não! 

Não estava bobo! Só queria mesmo saber como os navios Augusto Montenegro e Lauro Sodré,  conseguiam navegar pelo Rio que parece um mar de água doce, com tantas luzes acesas? Será que tinha uma chave única para ligar todas ao mesmo tempo?

Mas nunca saberei a resposta às perguntas, pois minha família não tinha dinheiro para comprar passagem nas “cidades flutuantes” de minha imaginação e eles também não paravam em Varre-Vento. Depois de ter nascido no Morro da Liberdade, retornei para Manaus para estudar, em 1969, em motor regional, todo em madeira! Mas as luzes não me pareciam iguais aos das “cidades flutuantes” de minha imaginação infantil!



quarta-feira, 27 de julho de 2016

TUDO QUE É BOM, DURA POUCO!



Tudo o que é bom, dura pouco! 

O empobrecimento da língua portuguesa está crescendo de forma acelerada. A culpa pode estar em várias causas e, também e, talvez, principalmente, nas mudanças introduzidas no modelo educacional do Brasil. A retirada pura e simples de práticas que eram boas no passado e hoje não o são mais!  Muita psicologia educacional com pouca efetividade  na prática educacional pode ter acelerado esse processo de empobrecimento linguístico pátrio.   . O  “emburrecimento” e empobrecimento da  escrita aliada a falta de leitura,  não permite o uso de linguagem correta ou mais ou menos correta. A linguagem culta do passado  está desaparecendo a cada ano, desaparecendo e algumas universidades e faculdades, estão oferecendo e diplomando bacharéis  “analfabetos” do terceiro grau!

Na crônica A INTERNET UNIU O MUNDO E SEPAROU AS PESSOAS (http://carloscostajornalismo.blogspot.com.br/2015/09/a-internet-uniu-o-mundo-e-emudeu-as.html) escrita e publicada em 11 de setembro de 2015, disse que a internet tinha  unido o mundo e separado as pessoas. A internet retirou as  fronteiras do mundo e criou fenômenos que vão da transformação das amizades verdadeiras em amizades virtuais e, junto,  também foi responsável pelo emudecendo pessoas as usam  para o bem e para o mal. Além de afastar as pessoas, a internet as idiotizou também, causando graves deformações em costumes que eram comuns no passado, como o namoro olho no olho, com um irmão sentado entre o casal, contato da pele na pele, enfim, tudo mudou para melhor e para pior, depende do ponto de vista que cada um analise.. O mais grave de tudo, porém, foi a completa  idiotização está  levada à escrita, assassinando língua portuguesa lentamente, difícil, mas gostosa  quando se pratica. Pelas redes sociais, pessoas começaram a abusar das abreviações e encurtamentos de palavras e findam esquecendo completamente como são escritas no fora do mundo digital.

Com isso, o mercado de trabalho está sendo prejudicado e pessoas desempregadas  que buscam retornar a ele, não conseguem porque não sabem mais escrever nada. Como empregador que fui por 12 anos,  entrevistei candidatos para alguma função, com excelentes currículos, mas os derrotava ao pedir que redigissem uma carta pedindo emprego e justificando o porquê do pedido. Perdiam-se na escrita e, no ditado que fazia sempre depois, os candidatos se eliminavam sem que eu precisasse fazer nada.. Falar usando gírias é uma coisa; escrever com gírias é outra não recomendável em qualquer tentativa de novo emprego!  Para melhorar o sistema educacional no Brasil, continuo defendendo à volta do ditado, cópia, sabatina de matemática, leituras de livros em voz alta na em sala etc, ou seja, à volta de matérias como educação moral e cívica e organização social política brasileira, que eram extremamente positivas e foram simplesmente excluídas. Os professores pelo menos seriam mais respeitados porque para cada direito, se aprende que tem-se um dever a cumprir antes.

Ou seja, tudo o que era bom, dura pouco!