segunda-feira, 26 de setembro de 2016

ELES VOLTARAM...!


Eles voltaram! Não como políticos voltam sempre em busca de novos votos, a cada 4 anos.  Eles voltaram e continuam cantando e gritando forte com seus frágeis pulmões.

Meus periquitos verdes voltaram! Não estou escrevendo sobre campanhas ou sobre políticos que, mesmo alguns mentindo para o povo, conseguem se eleger; outros,  sinceros demais, não conseguem tempos iguais nas rádios e TVs TVs,  porque não fazem alianças e  a disputa se torna  desigual na democracia do voto imposto por punições. Embora, a Constituição do Brasil diga que todos são iguais perante a lei e a Lei de Introdução ao Código Civil, determina que os desiguais devam ser tratados como iguais. Essa máxima constitucional e legal, não é cumprida em campanhas eleitorais: vence sempre quem tem mais alianças políticas, mesmo sem qualquer ideologia que as justifiquem. Os desiguais e sinceros continuam sendo tratados como desiguais  e perdem as eleições, ao contrário  dos que se juntam em grupos para alcançar o poder através de alianças. Essa prática, ainda legal, mas imoral, precisa. Ela causa com uma profunda desigualdade e exige uma Reforma Política, que muito se fala muito e a muito tempo e se faz sempre remendos com pano velho!

Muitos periquitos verdes morreram em acidentes no meio da pista da Avenida Efigênio Sales. Como se fosse uma resposta aos homens que roubam seus espaços, eles voltaram a cantar e os ouço pelo banheiro e vejo-os pela janela do apartamento no Mundi, em meio a latidos de cachorros criados no Condomínio. Mas isso é outra história que não tem nada a ver com essa crônica. Voltemos aos periquitos.  Eles só cantam e bailam para um lado e para o outro, como é de suas naturezas. Mas aguardam a divulgação oficial do laudo apontando a “causa mortis” de seus irmãos, recolhidos pelo IMPAM e Delegacia do Meio Ambiente  e enviados seus restos mortais esbagaçados pelos carros a duas universidades fora do Estado, a  de Minas Gerais e a de Pernambuco, por razões que até hoje desconheço! Embora funcionando  precariamente por falta de investimentos públicos, o IML/Am teria condições de elaborar o laudo e apontar as suas “causas mortis”: se vítimas de venenos; ou, de se de atropelamentos. Depois de cantarem todos os dias, entre 17:30 e 19 horas, voavam para o outro lado da rua e dormiam em mangueiras no canteiro central da Avenida Efigênio Sales ou nas palmeiras imperiais que ainda resistem em frente ao Condomínio Efigênio Sales, onde pelo menos algumas palmeiras imperiais faleceram. Sempre que passava diariamente em frente ao Condomínio, observava que foram plantadas quase adultas,  escoradas por madeiraras, mesmo antes da conclusão do loteamento dos terrenos e da construção de mansões. Não sei dizer se teriam falecido sufocadas pelas telas colocadas em suas copas ou se pelo efeito do veneno que teria sido colocado nelas, antes das suas colocações sobre as copas, para impedir a entrada dos periquitos que dormiam entre suas folhas. O importante em que em novembro, dois anos se completarão e até agora nada da divulgação do laudo das duas universidades.

O primeiro  e único laudo divulgado pelo IPAAM, confuso e não muito claro, não foi preciso e deixou de apontar a “causa mortis”: se vítimas de veneno  ou  se atropelados pelos carros que antes passavam pela avenida em grande Efigênio Sales, em grande velocidade. Depois da colocação de placas em toda na área e da determinação do Ministério Público em mandar retirar as telas, nunca mais aconteceu nada de mortes e os periquitos voltaram a fazer quase o mesmo balé de antes. Eles, porém, estão em número menor e já não possuem a mesma alegria e não são mais tão graciosos como antes. A Banca Independente da Confraria do Armando – BICA, um bar famoso na Praça São Sebastião, frequentado por jornalistas, advogados, intelectuais e outros “vagabundos”, como  dizia  um amigo, cujo nome preservarei, usou a morte dos periquitos para fazer uma  paródia deles com um crime de grande repercussão, ocorrido em Manaus envolvendo socialite casada que mandou matar a amante de seu amante e criou a marchinha “O Periquito da Madame”.  A autora e os executores do crime foram julgados e condenados.


De que teriam morrido mesmo os periquitos que bailavam sem parar e depois voavam e dormiam em árvores que existem no canteiro central da Avenida Efigênio Sales ou nas palmeiras que ainda existem em frente ao Condomínio Efigênio Sales! (http://carloscostajornalismo.blogspot.com.br/2014/11/nao-nos-calem-pai-o-que-fizemos.html(http://carloscostajornalismo.blogspot.com.br/2014/12/os-periquitos-estao-livres-dos-grilhoes.html)

sábado, 24 de setembro de 2016

QUANDO ME TORNAR SAUDADE...!


Quando me tornar saudade,
Não chorem por mim!
E não me procurem no cemitério
Continuarei  em cada um, em forma de lembranças
(ou em forma de saudade!)
Nas estrelas no céu, do sol, de vento, das nuvens, enfim...estarei sempre!
Nas asas dos periquitos que morreram e voltaram para cantar,
Porém, não estarei no cemitério!
Sonhando com os anjos e vendo a lua mais bela
Admirado pela última vez as estrelas!
Talvez,  quando me tornar saudade,
Os amigos só encontrarão talvez flores murchas
(que algum amigo mais querido enviar, desavisadamente)
Mas não estarei lá!
Estarei em todos os lugares que você quiser que eu esteja!





sexta-feira, 23 de setembro de 2016

MUDANÇA...QUE MUDANÇA?

 

Gramaticalmente, “mudança” significa: o ato ou efeito de mudar, de dispor de outro modo. É um substantivo feminino. Metamorfose, ainda gramaticalmente escrevendo, é um tipo de mudança de uma coisa ou de um ser em outro, com a transformação da forma que passam os insetos e batráquios durante o período de seu desenvolvimento. No sentido figurado, metamorfose é a mudança no estado ou no caráter de uma pessoa, é a transformação física ou moral. (https://www.significados.com.br/mudanca/)

“Mudança” é a palavra mais ouvida nos discursos da maioria dos candidatos a prefeito e vereadores de Manaus, que começou morna, mas um evento de percurso na área de saúde envolvendo apoiadores de um candidato poderá mudar ou não o cenário político. Quem administra a cidade, apresenta  “uma cidade digital”, que já estaria em andamento, sendo implantada.  A “cidade digital”  interligaria os principais serviços públicos municipais (consultas médicas, horário de ônibus, serviços de energia elétrica etc..). Contudo, esquece que nem todas as pessoas possuem acesso à internet, embora usem aparelhos celulares, com cartões pré-pagos. Seria mudança?  Quase colado ao candidato que administra Manaus  correm outros oito outros candidatos.  Só dois irão para o segundo turno e só um terá condições de dar seguimento à continuidade ou realizar as mudanças que o povo tanto deseja, mas não tenho certeza se quer mesmo. Pelo menos em algumas pesquisas de intenções de votos,  um deles estaria disputando voto a voto,  também fala em mudanças e anuncia quase as mesmas coisas, mas com outro nome. Sem poder ser totalmente desprezada, não acredito em pesquisas. Elas só apresentam uma tendência do eleitor. Acredito em votos silenciosos!

O atual prefeito se aceitou uma estranha aliança nacional e recebeu em sua chapa um ex-“garoto propaganda” do candidato a governador da época. Depois, se aliou a um atual senador pelo Amazonas no programa em canal aberto de TV, muito popular,  “Exija seus Direitos” e foi ficando, ficando e se elegeu três vezes deputado estadual e cumpre o seu primeiro mandato de deputado federal. Isso seria mudança? Mudar é salutar, necessário e imprescindível, mas exige coragem, impõe desafios e implica em mudança comportamental na sociedade. A maior mudança deve ser feita primeiramente na mente dos eleitores. Mudar implica em variáveis e nem todos aceitam  bem os riscos da mudança desejada e necessária. Mudar para o nada é melhor não mudar nada! Essa é a questão central. A primeira coisa que precisa mudar são as coligações partidárias que prejudicam a equidade do tempo de uso da TV e rádio nos horários eleitorais gratuitos. Sem essa mudança, nunca haverá tempo igual para todos os candidatos e, portanto, será a prática de uma democracia “meia boca”. Mudanças precisam ser feitas no Código Eleitoral e atingirão o campo político: o fim dos suplentes de senadores sem voto, a criminalização do uso de Caixa 2 em campanhas eleitorais. Essas seriam, em tese,  as mudanças aguardadas pelos eleitores! Mas será que os deputados federais, vão aceita-las? No mínimo, que o tempo de TV e rádio, fossem iguais para todos, já seria um sinal de mudança verdadeira!

Manaus da era digital ainda vive em meio a alguns fantasmas históricos do passado de abandono: um porto de barcos regionais que data do século VXIII e foi ficando, ficando, enterrando dinheiro público com seguidas obras com nomes de revitalizações e outros nomes que inventaram para gastar dinheiro do contribuinte. Outra é a Estação Rodoviária de Manaus, inaugurada pelo prefeito José Fernandes de Oliveira, em pleno século XX, mas da mesma forma abandonada e uma vergonha para quem desembarca na cidade pela primeira vez. Tanto o Porto como a Rodoviária foram ficando e ficando como  provas das duas maiores vergonhas da cidade, capital da Zona Franca, a chamada capital do Norte que cresceu muito e se desenvolveu pouco em diversos campos da vida social e humana,  sem falar no excesso de ruas esburacadas nos bairros, calçadas desniveladas, esburacas e sem  muito cuidado e etc.

No dia 2 de outubro, as urnas falarão e eu acredito em uma mudança verdadeira, sem contaminação e resquícios de um passado recente do Brasil de “sargenta” PM e “oficiala” de Justiça, do TJ/Am como querem se fazer passar duas candidatas  ao posto de vereadores de Manaus que também assassinaram a gramática, como o fez por decreto,  a ex-presidente Dilma Rousseff!  As urnas silenciosas falarão, depois de abertas. Eu acredito!

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

"PONTE DE SAFENA" (VISÃO DE UM ITACOATIARENSE!

“Ponte de Safena” foi o nome que pronunciou o Dr. Alberto José Valério e Silva, batizando o projeto do itacoatiarense  Jeovan Barbosa que ligará o município que tanto ama ao resto do Brasil e ao Mundo por pontes, estradas e rodovias!.

A semente foi plantada  pelo caboclo itacoatiarense está crescendo como uma onda do mar que,  começa muitas vezes fraca e vai aumentando, aumentando até chegar à praia, provocando medo e pavor para muitos, mas também é a redenção dos que acreditam que elas também trazem do mar os alimentos necessários para os que buscam. A “Ponte de Safena” interligaria o município da “Velha Cerpa”,  terra do Fecani , ao resto do Brasil por pontes e rodovias, beneficiando  vários outros municípios do Amazonas e chegará  a cidade paraense de  Aveiro e de lá, para ao resto do Mundo. Com essa solução simples e original, existiria a oportunidade do empreendimento resolver a interligação da ZFM ao resto do Brasil com o exterior.  

A “Ponte de Safena” começará em Manaus, percorrerá a Am-O10 até o município de Itacoatiara, cruzará  o Rio Amazonas por uma ponte, passará pelo município de Maués e outros, continuará por estrada e chegará ao município paraense de Aveiro. Depois, seguiria pela  PA-435, se interligaria a BR-136 e demais rodovias, inclusive a BR – 320 e a Transamazônica e alcançaria  o mundo por outras estradas brasileiras crônica publicada no blog (http://carloscostajornalismo.blogspot.com.br/2016/02/de-itacoatiara-para-o-mundo-uma-solucao.html).

Durante o lançamento da revista Ita News, no hall do Cine Teatro DIB, o Dr. Alberto Valério, um dos maiores entusiastas do projeto caboclo de Jeovan Barbosa, disse que depois de cumpridos todos os trâmites burocráticos com o Congresso Nacional,  ele se empenharia pessoalmente para conseguir recursos no exterior e executar toda a obra. Garantiu que permaneceria em Brasília, até ver o projeto aprovado, quase sem  nenhum impacto ambiental. Os estudos já estão sendo feitos. 

Durante ao passeio que fiz à comunidade do Varre-Vento que me viu menino 48 anos depois, ladeado pelo Dr. Alberto Valério, observei inúmeros comboios de carretas destinadas à Zona Franca, (http://carloscostajornalismo.blogspot.com.br/2016/08/de-volta-para-meu-aconchego-varre-vento.html), vindas do Mercosul, Jeovan Barbosa apontava para todas elas e me perguntava: “já pensou um Merconorte interligando esses dois comércios?” No retorno do inesquecível passeio em minhas lembranças de menino que nasceu em Manaus e foi residir com a família na comunidade, como se tivesse entrado em  uma máquina do tempo imaginaria, Jeovan pediu que o dono da lancha, Amarildo, seguisse um pouco mais à frente do porto de Itacoatiara só para nos mostrar o local estreito de onde será construída a ponte sobre o Rio. De onde estava, observei tratores trabalhando, mas não posso garantir se já era em função da obra. Talvez não fosse, mas não perguntei!

É, Jeovan Barbosa, a vida o é resultado de uma semente em o solo fértil e certamente será o surgimento de uma árvore frondosa e de bons frutos. Sua ideia cabocla ganhou nome, começou a produzir e será a única e verdadeira saída para devolver ao município de Itacoatiara a importância econômica que nunca deveria ter perdido!




quarta-feira, 21 de setembro de 2016

A CEBOLA E A BARBA


Não sei se cebola crua esfregada no rosto faz nascer barba forte e dura ou não, mas comigo deu certo. Fazer uso de barba e como tê-la aprendi na juventude com os colegas de Escola. Usei barba em vários tamanhos e formas, desde meus 19 anos. Hoje todas as vezes que me pego passando um aparelho e retirando  os pelos de meu rosto, à frente de um espalho grande no banheiro, recordo-me desse fato:  esfregando pedaço de cebola crua para fazer nascer barba grossa e forte.  

Hoje, o aparelho elétrico o desliza no rosto pelo menos duas vezes ao dia, para retirá-la totalmente, do mesmo modo que fazia na adolescência de meus 17 anos desejava usá-la. Depois de esfregar cebola crua no rosto, passava com algodão embebido em creme de abacate que adquiria pelo correio. Fiz isso até ver nasceram os primeiros  pelos, que continuei a usar barba cerrada durante vários anos, em diferentes tamanhos e formas: grande até o meio do peito! Uma namorada que tive dizia que meu cabelo e barba eram tétricos, mas não ligava. Com o tempo a barba ficou branca, o cabelo ficou rebelde e foi embora e me deixou uma careca, genética de meu pai que passei a ostentar com orgulho.


Hoje, não me arrependo do que fiz no passado, mas se soubesse que a barba cresceria tão rápida no rosto, talvez não tivesse feito porque me irrita  cortá-la  duas vezes ao dia. Ela coça muito quando está crescendo. Fico incomodado.  E como cresce rápido!

terça-feira, 20 de setembro de 2016

CONTRIBUIÇÃO PARA OS DEPÓSITOS DE PRESOS NO BRASIL!


Com relação aos depósitos de seres humanos, menores protegido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e de adultos também em todo o Brasil, existe uma solução possível. Porém, será necessário que todos os atores sociais envolvidos com o problema se desarmem e, juntos, remem suas canoas indígenas em uma só direção para evitar esbarrões de interesses menores por pura convicção individual, pragmática, conceitual ou ideológica, todas nem sempre confessáveis publicamente.

Esses depósitos de menores erradamente apelidados de Centros de Ressocialização de Adolescentes, e as Cadeias Públicas não ressocializam ou recuperam ninguém, muito menos e devolvem-os à sociedade sem cometerem outros crimes. Ao contrário, retornam  mais preparados para o crime mais graves ainda! Todos ingressam nos Centros de Ressocialização ou nos presídios públicos com o ensino básicos e deixam os locais, anos depois verdadeiros doutores nos crimes que antes nem imaginavam que pudessem existir. Os adolescentes, nos Centros de Ressocialização, aprendem a praticar mais eficazmente seus próximos crimes também.

O problema poderia ser amenizado, resolvida se tentada pelo menos esse caminho, com a união de todos os atores sociais, conjuntamente, todos remando para um mesmo lado, buscando uma saída para o grave problema prisional brasileiro.  Soltar por falta de vagas no sistema  é a solução mais simples, porém, não a mais eficaz. Se todos se unissem e remassem em busca de uma solução, seguindo todos em uma mesma direção, já a teriam encontrado. Contudo, ficam um atacando o outro e a solução não é encontrada. Os adultos e os adolescentes continuam sofrendo em Unidades Prisionais depósitos chamados de Centro de Ressocialização ou cadeias, continuam sem saber como podem ser recuperados e devolvidos à sociedade.

O que poderia ser simples está ficando cada vez mais difícil uma solução. Como cidadão, jornalista e assistente social, formado pela Ufam- Universidade Federal do Amazonas apresento algumas ideias para serem discutidas, melhoradas, aperfeiçoadas e praticadas para amenizar o  grave problema da superlotação em todos os presídios do Brasil e nos Centros de Ressocialização para Adolescentes:

1     A Justiça continuaria a cumprir seu papel de condenar conforme seus crimes  e transformaria as penas privativas de liberdade em penas de tratamento químico contra a dependência às drogas e retorno obrigatório à sala de aula para aumento de escolaridade e, se possível, profissionalização;

2  Aos adultos, cumprir integralmente toda a pena, sem redução, a menos que comprovem e sejam conferidas as condições de tratamento químico e elevação de escolaridade:  

Reduzir a idade penal para 16 anos e criminalizar atos    praticados  pelos protegidos pelo ECA , em casos de reincidência no mesmo crime, principalmente se for envolvido com tráfico de drogas, latrocínio, crimes envolvendo armas de qualquer tipo, estupros e outros crimes correlatos.


Das ideias que apresento como contribuição, porém, a mais importante seria a Justiça condenar a tratamento químico em hospitais públicos e determinar a todos a elevação da escolaridade e não simplesmente condenarem-no e os direcionarem aos atuais depósitos disfarçados de Centros de Ressocialização ou Cadeias Públicas, que não passam de humanos depósitos de adultos e menores!

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

CARTA PARA RUSVEL LIARTE!


É...! Rusvel Liarte, com seus sete anos, aluno do segundo ano do ensino fundamental da Escola Municipal  Yeda Henriques, em Itacoatiara,  você me impressionou muito! Saiba meu caro Rusvel, escrever não é fácil e nem difícil: é uma paixão, que se transforma na arte de colocar as palavras certas nos lugares,  momentos certos ou  imprimir sentimento em textos, colorindo os quatros em preto e branco que você ver, ou ainda,  descrever de forma leve,  segura e colorida para um cego que nunca viu nada. Esse é o sentimento que tenho quando escrevo, meu  caro Rusvel Liarte!  Disse-me que seu nome seria uma homenagem ao presidente americano, Franklin Delano Roossevelt.  

Por isso, meu futuro e determinado escritor, lhe direi um pouco  quem era a pssoa que lhe emprestou seu nome:  Roosevelt foi o trigésimo segundo presidente dos Estados Unidos,  cumpriu quatro mandatos e morreu durante o seu último. Presidiu seu país durante Depressão Econômica  1928 e que comandou o Exército americano na Segunda Guerra Mundial. A emenda Constitucional    22 que disciplinou  a reeleição americana para apenas dois mandatos consecutivos ,foi votada e aprovada durante o mandato dele.  Em 1930 também foi primeiro presidente americano a aparecer na televisão, criada anos antes, durante o Governo do 30º presidente, Calvin Coolidge. Mas como isso é história e todos sabem, quero falar de mim e um pouco de você também, meu caro Rusvel!

Saiba um pouco mais de mim:  muito tímido, comecei a escrever e publicar versos no jornal mimeografado “O PIPIRALMPO”  no Grupo Escolar Adalberto Vale.  Durante a adolescência deixei o cabelo crescer, entrei no grupo de Teatro de Álvaro Braga, uma coisa impensada para a época – um homem fazendo teatro? Deve ser gay, era o que pensavam na década de 70 início da de oitenta. Ensaiei aos sábados à tarde, por meses a fio, o papel de Chicó na Peça o “Alto da Compadecida”. Comecei a trabalhar como “foca” aos 18 anos, em A NOTÍCIA depois de demitido da chefia de mídia da Saga Públicidade, por Alberto Castelo Branco. Ele escreveu em uma carta que era incompetente e acho que fosse mesmo.  Ficava só  ouvindo rádio para saber se as mídias contratadas pela agência tinham saído no horário previsto ou não! Depois,  fazia um relatório  à empresa, a cada 30 dias. Era  o que fazia!. Logo que conclui o curso de magistério de 1ª a 4ª séries no IEA, passei no vestibular na Ufam, para o curso de Comunicação Social, lancei o primeiro livro de poesias (DES) CONSTRUÇÃO...,  com o apoio do escritor Danilo Du Silvan, ingressei na União Brasileira de Escritores do Amazonas  e, aos 22 anos, recebi o primeiro prêmio nacional de literatura no Paraná. Ao retornar para Manaus, Rusvel  continuei me achando incompetente e sem saber o que era um escritor de verdade, como você me disse que quer seria, com tanta convicção! Essa é uma pequena parte de minha trajetória inicial de vida.  O resto está publicado no livro “DE JORNALEIRO A JORNALISTA – UMA HITÓRIA DE VIDA” (http://carloscostajornalismo.blogspot.com.br/2010/12/de-jornaleiro-jornalista-uma-historia.html). Não tenho certeza se isso consta no livro, mas saiba que nunca desisti dos meus sonhos de melhorar de vida e ser alguém, sair da condição de quase pobreza absoluta, frequentando projetos sociais financiados ao Colégio Dom Bosco, na época do padre italiano, Bruno Bianchini, pela Funabem. Meu sonho era ser alguém diferente de meus genitores, agricultores e com pouca instrução.  Estudei muito e acho que consegui, mas ainda não tenho certeza! Ainda me acho incompetente no que faço.

Ah, Rusvell, se eu ainda estiver vivo, não se esqueça de mandar um convite para que compareça e aplauda de pé o lançamento de seu primeiro livro seja lá do que for: crônicas, contos ou poesias, isso é o que menos importa e seja bem vindo ao mundo cultural que dá muito prazer em fazer, mas pouco dinheiro como resultado final. Mas isso não importa muito para quem tem um sonho, um objetivo, uma meta, não é Rusvel!